Uma semana após o incidente que gerou a suspensão de 21 aeronaves Boeing 737 Max-9 da Copa Airlines, única empresa que opera o modelo no Brasil, passageiros seguem enfrentando problemas com cancelamentos de voos.

O problema mais recente ocorreu em Cartagena, na Colômbia. Passageiros tiveram voo para o Brasil cancelado em decorrência da falta de aeronaves. No comunicado da empresa, não havia informações sobre como eles deveriam proceder, o que gerou insatisfação e desconfiança. Além disso, nas redes sociais da companhia, dezenas de pessoas comentam que há muita demora para a solução sobre os cancelamentos recentes.

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Na última semana, a Copa Airlines já havia informado que a suspensão das aeronaves seguia em vigor, sem previsão de retomada, enquanto as inspeções de avaliação dos potenciais problemas relacionados ao Boeing 737 não fossem concluídas. A situação se mantêm.

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Em nota enviada ao InfoMoney, a companhia aérea alega que está “seguindo a diretriz de aeronavegabilidade recentemente emitida pela Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos”, enquanto “as autoridades e o fabricante definem as instruções de inspeção necessárias para a avaliação e o retorno à operação com segurança e confiabilidade da referida aeronave.”

Em toda sua operação, a Copa Airlines possui 96 aeronaves. Assim, enquanto as investigações estiverem em vigor, a empresa conta com uma paralisação de cerca de 22% da sua frota total de aviões.

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Efeito cascata

A suspensão temporária das operações da Copa é um efeito de um incidente que aconteceu em 6 de janeiro (sábado). Um avião Boeing 737 Max-9 da Alaska Airlines perdeu uma parte da fuselagem em pleno voo, o que fez a porta da aeronave abrir no ar e forçou o piloto a realizar um pouso de emergência em Portland, no Oregon (EUA). O episódio levou a Administração Federal de Aviação (FAA), agência regulatória de aviação americana, a suspender os voos de todas as aeronaves desse modelo nos Estados Unidos.

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A medida também atingiu o Brasil, onde a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), seguindo a decisão da FAA, ordenou a suspensão das operações com esses modelos no espaço aéreo nacional.

A Copa Airlines é a única companhia aérea que opera esse tipo de aeronave no país. No total, são 79 voos semanais para o Panamá partindo de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre. A empresa não confirmou se o avião que passa por inspeção era utilizado em todas as rotas do Brasil. O InfoMoney aguarda um retorno.

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A companhia também não informou a quantidade de cancelamentos e de voos já atrasados. Em nota alegou que “a informação está em constante mudança” e “para a maioria dos clientes afetados foi oferecida opção para continuar a viagem no prazo de 24 horas”.

A empresa diz manter “comunicação pro-ativa” com os clientes oferecendo “reagendamento prioritário em outros voos com base na disponibilidade, alterações de itinerário sem penalidade e reembolsos, bem como acomodação, embarque e despesas diversas quando necessário.” Para saber o que fazer, o passageiro pode conferir um guia com 7 respostas sobre o caso.

A companhia aérea recomenda aos seus passageiros que verifiquem periodicamente o status de seus voos no site Copa ou no aplicativo móvel, sobretudo antes da ida ao aeroporto.

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Fonte: InfoMoney

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