No dia 21 de dezembro do último ano (2023), o Ministério da Saúde anúnciou a incorporação da vacina contra a dengue pelo SUS. A vacinação tem previsão de início para fevereiro, porém especialistam alertam que os efeitos não vão aparecer de imediato.
Vacina contra dengue não terá impacto imediato, alertam especialistas -  Notícias - R7 Brasília
Para 2024 o Ministério da Saúde já alerta para possíveis 5 milhões de casos, contra 1,6 milhão de 2023. Também é valído destecar que por limitações na produção, a nova vacina só será aplicada em cerca de 2,5 milhões de pessoas, ou seja, pouco mais de 1% da população brasileira. A prioridade será para crianças e adolescentes entre 6 até 16 anos.

O presidente do Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida, destacou que os efeitos da imunização serão sentidos em um médio prazo: “A vacina sendo aplicada agora só vai surtir efeito relacionado a ela a médio prazo. Esse ano possivelmente ainda não teremos esse impacto”, disse Hamida. “O que nós tivermos de produção da indústria nacional sempre é melhor. Temos que fortalecer o complexo industrial da saúde para ter essa segurança de produção,” concluiu.

O infectologista Fernando Chagas, destacou a importância da nova vacina, porém alertou que 2,5 milhões de pessoas vacinadas é pouco: “Se eu freio a situação do vírus, diminuindo a circulação ao vacinar as pessoas, a probabilidade do vírus se espalhar cai substancialmente. Vacinar 2,5 milhões ainda é pouco, mas, por se tratar de uma doença que sempre traz muitos problemas para o Brasil, será de grande importância já nesse primeiro momento”, disse.

Já o médico Manuel Renato Retamozo Palacios, infectologista do hospital Anchieta de Brasília, confia no efeito da estratégia traçada pelo Ministério: “Inicialmente a vacinação vai focar em grupos considerados prioritários, contemplando pessoas que vivem em áreas com alta incidência de dengue ou que tenham maior risco de complicação. Embora isso limite o alcance inicial, é uma estratégia eficaz para maximizar o impacto da vacinação. Proteger esses grupos em primeira mão pode reduzir a carga sobre o sistema de saúde e diminuir a propagação da doença na comunidade, um efeito significativo”, afirmou Palacios.

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