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Entre os 500 semifinalistas da Febrace, projeto aborda dois problemas importantes da sociedade atual: o reaproveitamento de lixo orgânico e a geração de energia limpa




Eduardo, Érick e Gustavo apostam na viabilidade comercial do projeto e pretendem buscar parceiros e investidores l Foto: Divulgação

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Disputando uma vaga na final da 22ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), organizada pela Universidade de São Paulo (USP), estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Guarulhos trazem uma proposta para auxiliar na solução de dois problemas importantes da sociedade atual: o reaproveitamento de lixo e a geração de energia sustentável.

Com o projeto Desenvolvimento e avaliação bioquímica de um biodigestor anaeróbio para produção de biogás a partir de resíduos orgânicos, os alunos do Ensino Médio integrado ao técnico em Desenvolvimento de Sistemas, Eduardo Facco e Gustavo Pereira, junto com o colega formado em Eletrônica pela Etec Presidente Vargas (Mogi das Cruzes), Érick dos Santos, concorrem entre os 500 trabalhos semifinalistas.

Avançam para a mostra presencial, que será realizada em março, na USP, 200 projetos, que também serão expostos em ambiente virtual. Entre os critérios para seleção dos finalistas estão criatividade e inovação; conhecimento científico do problema; forma de levantamento de dados e condução do projeto; profundidade da pesquisa, clareza na apresentação da documentação do projeto e na apresentação oral.

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O projeto

“No primeiro ano de curso, pensamos em desenvolver um produto que atendesse aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Já visávamos nosso trabalho de conclusão de curso (TCC), a partir dessa temática. Decidimos abordar dois problemas de uma vez só: o lixo e a falta de energias renováveis”, relembra Gustavo.

O biodigestor é um equipamento utilizado para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica através da ausência de oxigênio. As vantagens da biodigestão são o reaproveitamento do resíduo orgânico, a produção de fertilizantes e biogás.

“O funcionamento do nosso modelo é bem simples: você coloca qualquer tipo de matéria orgânica dentro do biodigestor. As bactérias anaeróbicas dentro do reator principal vão digerir esse material e transformá-lo em biogás. Por meio de filtragem, chegamos ao biometano, que é um combustível renovável e bem menos poluente”, explica o estudante.

O sistema é todo automatizado e pode ser controlado remotamente, por meio de aplicativo. A biomassa restante do processo de produção do gás pode ser utilizada como biofertilizante. Gustavo e seus colegas apostam na viabilidade comercial do projeto e pretendem buscar parceiros e investidores.

“Nosso público-alvo inicial seriam escolas e propriedades rurais de pequeno porte, que produzem uma grande quantidade de lixo e podem reaproveitar para geração de energia e adubação de hortas e plantações”, projeta Gustavo.

“O desempenho dos alunos do desenvolvimento do biodigestor foi excelente. Eles realmente correram atrás de muita coisa”, avalia o professor Marcel Thome, que orientou o projeto ao lado de Rodrigo Campos, também docente na unidade. Ainda fazem parte do grupo de desenvolvedores do biodigestor os estudantes Bruno Atílio, Eduardo Facco, Henrique da Silva, Jhonatan Lopes, Kauã Mendes, Paulo Corrêa e Vinicius Vila.

Desenvolvimento e avaliação bioquímica de um biodigestor anaeróbio para produção de biogás a partir de resíduos orgânicos foi apresentado como TCC do curso de Desenvolvimento de Sistemas integrado ao Ensino Médio da Etec Guarulhos no final de 2023.

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