O single de estreia do Slate, ‘Tabernacl’, foi um gigante de seis minutos que apresentou a banda galesa como uma nova voz distinta e intensa no pós-punk britânico. Foi definido por suas guitarras rodopiantes e pelo sotaque poderoso do vocalista Jack Shephard, algo entre Gallagher e Grian Chatten do Fontaines DC.

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A faixa seguinte, ‘St Agatha’, se inclina um pouco mais para a leveza, embora mantendo o sentimento monocromático já característico da banda. Começando com a bateria saída do manual de Stephen Morris, do Joy Division, Shephard conta uma história da identidade nacional galesa com um toque mórbido.

“Lemos sobre um cemitério na fronteira, onde algumas pessoas são enterradas com a cabeça no País de Gales e os pés na Inglaterra”, explica o vocalista. “Era o lugar perfeito para contar a história de um protagonista em conflito.”

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A intensidade e a escuridão da história – de se sentir preso entre mundos e lutar com a identidade – ganham o toque sonoro perfeito em uma música que tem metade da duração de seu single de estreia, mas é igualmente impactante. Por trás daquela bateria sempre presente e nervosa e dos vocais de Shephard estão guitarras que são um pouco mais hinos, mas ainda têm a tendência de deslizar para um ruído discordante e caótico.

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Nos seus dois primeiros singles, o Slate já apresentou um som característico e uma energia ainda mais definível. Tornar a música tão intensa sem sacrificar um centímetro do poder de sua narrativa é uma verdadeira façanha.

Para fãs de: Protomártir, Fontaines DC
Onde vê-los: Em turnê em outubro, tocando em Swansea, Manchester, Cardiff e Brighton. Cabeça aqui para mais informações e ingressos.



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