Netflix

Não é nenhuma novidade que o cinema vem perdendo público para plataformas de streaming – agora, uma pesquisa tem os números para embasar essa afirmação. A HarrisXa pedido do site de cinema Fio Indieconcluiu que 34% dos americanos preferem assistir a um filme no cinema – isso significa que 66% (ou seja, dois terços) trocou “pegar um cineminha” por “Netflix e relaxe”.

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Os dados são bastante reveladores da mudança dos hábitos de consumo e entretenimento em geral – e não é só nos Estados Unidos.

Embora as bilheterias em declínio já fossem um forte indicativo, como te contamos nessa matéria sobre o fracasso comercial dos filmes de super-heroisagora é possível entender melhor o que vem de fato afastando as pessoas das salas de cinema. E, dessa vez, a culpa não é de Madame Teia.

Maioria dos EUA prefere ver filmes no streaming

O mercado de SVOD (Subscription Video on Demand), o famoso vídeo sob demanda por assinatura, nunca esteve tão forte e estabelecido na maioria das casas com acesso a internet. Dados de 2021 divulgados em pesquisa da Leichtman apontaram que, no caso dos EUA, isso significa 83% dos lares.

O reflexo dessa realidade já pode ser sentido no mercado. Em resposta à pesquisa da HarrisX, os dois terços que preferem streaming citaram o custo dos ingressos (53%) e da bombonière (42%) como motivos para esperarem um filme chegar às plataformas. Outras razões são a comodidade de assistir a um filme em casa (40%), a falta de interesse (24%), a higiene das salas (23%) e a incapacidade de pausar um filme para ir ao banheiro (22%).

Também entraram na lista as distrações causadas por outras pessoas na sala (19%), enquanto o trajeto até o cinema é apontado como inconveniente por 15% das pessoas e 13% disseram que os filmes em cartaz não empolgam. A mesma porcentagem reclamou da localização dos cinemas; 11% dizem ainda que os horários disponíveis são ruins e 8% até citaram a escolha dos assentos como problemática.

34% ainda são fieis ao cinema

Cinema vazio
Estoque de fotos através da Shutterstock

Claro que isso não significa o fim das salas. Pelo contrário: a melhora na qualidade da projeção e dos sistemas de som vem mantendo muita gente fiel à já centenária tradição de ir ao cinema.

Há variados motivos para continuar amando a experiência cinematográfica, e muitos deles aparecem como justificativa dos que ainda preferem essa forma de assistir a um novo filme. Para mais da metade (59%), tamanho (da tela) importa; 47% querem o som no talo; e 39%, curiosamente, acham que na verdade é em casa que existem muitas distrações. Outros 37% citam ainda as poltronas mais confortáveis como um diferencial.

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Se há quem reclame do preço, há também quem vá ao cinema por causa da oferta de guloseimas – 32% dos entrevistados. Inclusive, 30% disseram que só veem filmes em cinema, mesmo número que citou a tecnologia de salas 3D e IMAX como bons motivos.

Um bom grupo (26%) gosta justamente da experiência coletiva de assistir a algo com uma plateia; enquanto isso, um quarto (25%) quer mesmo saber é de pré-estreias ou mostras, festivais e exibições especiais e exclusivas. Por fim, o fator nostalgia conta para 24% dos participantes.

Frequência aos cinemas em queda livre

A preferência por plataformas de streaming vem mudando o cenário do entretenimento há algum tempo, mas a queda na popularidade do cinema se acentuou com velocidade notória.

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Em 2022, uma pesquisa da Fandango, plataforma de venda de ingressos nos EUA, mostrou que 93% das pessoas planejavam assistir aos filmes nos cinemas naquele ano, possivelmente motivadas por uma abertura mais otimista após a pandemia.

No Brasil, a ascensão do SVOD também vem sendo constatada. Em 2020, o Datafolha revelou que 90% dos paulistanos entrevistados já eram assinantes de plataformas como Netflix, Prime Video e Globoplay. No ano seguinte, a Magnite publicou um estudo comprovando que 85% dos brasileiros já preferiam o streaming à TV aberta.

Aliás, os filmes não são os únicos atrativos para consumo de conteúdo. Um dos impulsionadores desse crescimento é a fidelização por meio das séries, e um estudo da NBCUniversal comprovou que o mercado nacional está aquecido: 93% dos brasileiros já dizem acompanhar pelo menos uma série.

Com tantas opções de serviços de streaming disponíveis e assinaturas com preços salgados, muita gente parece estar determinada em fazer valer aquele dinheiro que já paga a grandes jogadoras do mercado, como Disney, Amazon e Paramount. Essa é uma mudança que certamente ainda não chegou ao fim, e os próximos episódios ou continuações dessa franquia vão seguir se desenrolando com bastante rapidez.

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