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O Bank of America revisou o setor bancário e trouxe suas visões para 2024, elevando a recomendação para as ações do Itaú (ITUB4) de neutro para compra.

“Esperamos que os bancos tenham um bom desempenho em 2024. A inadimplência (NPL) está próximo ao pico, o crescimento está prestes a acelerar e o NII [margem financeira] tende a se normalizar”, avaliam os analistas.

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O BofA elevou a recomendação para ITUB4 por considerar que o valuation premium é merecido dada a sua execução superior, apontando ser uma das preferências ao lado do BTG Pactual (BPAC11). O preço-alvo para as ações do Itaú foi elevado de R$ 33 para R$ 40, ou um potencial de alta de 20%, destacando preferência pelos “peso-pesados”.

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Duas ações tiveram a recomendação cortada de compra para neutro: as do ABC Brasil (ABCB4) devido ao baixo potencial de valorização em relação ao preço-alvo e as do Banco Pan (BPAN4), à medida que houve redução nas estimativas de lucro do banco. O preço-alvo para ABCB4 foi mantido em R$ 27 e o de BPAN4 caiu de R$ 11 para R$ 9,40.

Para os bancões, o BofA também tem recomendação de compra para Banco do Brasil (BBAS3), enquanto tem recomendação neutra para Bradesco (BBDC4) e equivalente à venda (underperform) para Santander Brasil (SANB11).

Confira abaixo as recomendações do BofA para o setor:

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Na visão dos analistas do BofA, a diferença de valuation do Itaú em relação ao Bradesco continua grande e ela é merecida. “A fraca rentabilidade do Bradesco e as fracas tendências operacionais em comparação com o Itaú explicam tal disparidade. Enquanto o Itaú entregou ROE (retorno sobre o patrimônio) de 20,9% nos primeiros nove meses de 2023, o Bradesco registrou 11,4%”, avalia. O Itaú também apresentou melhores tendências operacionais que o Bradesco, afirma o banco americano, incluindo: i) crescimento da carteira de crédito, ii) inadimplência mais baixa, iii) índice de cobertura mais alto, iv) índice de eficiência, v) níveis de renegociação e vi) maior posição de capital.

Para o Santander Brasil, o BofA elevou a projeção de lucros em 4%, ressaltando que o banco está um pouco à frente dos pares no ciclo de crédito. Foi o primeiro banco a tornar-se mais conservador no crescimento, e já apresentou melhorias, com projeções de acelerar o crescimento dos empréstimos antes pares, o que poderia resultar numa margem mais forte. “No entanto, vemos o ROE convergindo apenas para o mesmo nível de custo de capital próprio”, pondera.

Sete temas para o setor bancário em 2024

São sete os temas de destaque para os bancos 2024, como a já mencionada i) taxa de inadimplência finalmente atingindo o pico, com os dados do 3T23 já tendo dado sinais de estabilização.

Entre outros temas, estão: ii) crescimento da carteira de empréstimos perto de um ponto de inflexão, com projeção de aceleração; iii) normalização gradual da margem financeira; iv) espaço para reclassificação dos ativos, com os múltiplos do setor ainda cerca de 30% abaixo do período pré-pandemia; v) competição já bem mapeada dos chamados “neobancos”, que também mudaram a estratégia de crescimento para lucratividade; vi) menores incertezas regulatórias (com teto do rotativo e mudanças nos juros sobre capital próprio vindo com impactos mais limitados) e vii) normalização da taxa efetiva de imposto para um nível mais alto após uma carga mais baixa em 2023.

Fonte: InfoMoney

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