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A aprovação da nova tributação de fundos fechados no fim do ano passado exigiu que executivos de gestoras sentassem à mesa para debater estratégias para reter clientes ou diminuir eventuais saques impulsionados pela cobrança de come-cotas (antecipação do Imposto de Renda) nos produtos a partir deste ano. Dentro da Verde Asset Management não foi diferente.

Luiz Parreiras, gestor na asset, explica que a casa já estava trabalhando com a ideia de montar iniciativas mais específicas de crédito, mas que a mudança na tributação de fundos exclusivos e fechados acelerou os planos para criar um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) ainda em 2024.

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“Será um produto de crédito local com viés mais high yield [maior risco e retorno]. Vai ser um FIDC, porque não há come-cotas”, adiantou Parreiras em entrevista ao InfoMoney. Atualmente, a casa possui R$ 25 bilhões sob gestão.

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Ao ser questionado sobre o valor que a casa pretende captar com o FIDC, Parreiras afirmou que é cedo para dizer, mas destacou que a casa possui capacidade para gerir cerca de R$ 1 bilhão no produto.

Outra iniciativa que está sendo desenhada pela Verde envolve a criação de uma área voltada para infraestrutura. Como os planos estão no começo, a gestora não deu detalhes de como vai funcionar a nova empreitada.

Em ambas, Daniel Goldberg, um dos maiores investidores em crédito do Brasil e CIO da Lumina Capital, que virou sócia da Verde neste ano, irá ajudar na estruturação.

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“Dado que os produtos isentos vieram para ficar, preciso ter bons produtos e com diferencial competitivo para oferecer ao cliente”, destaca Parreiras. “A ideia é que sejam iniciativas complementares ao que já temos aqui”, completa o gestor.

O interesse da Verde por esses tipos de ativos aumentou diante do forte fluxo de investidores para produtos isentos ao longo de 2023. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a captação líquida desses tipos de papéis chegou a R$ 283,9 bilhões até novembro do ano passado.

Contra a maré

As novas iniciativas aparecem na sequência de um ano difícil para gestoras como um todo. Em 2023, casas em que os multimercados são o carro-chefe sofreram com o forte volume de resgates para a classe e com o mau desempenho de boa parcela dos produtos, que ficaram abaixo do CDI (taxa de referência da classe).

Embora não tenha conseguido escapar totalmente dos resgates, a Verde foi capaz de remar contra a maré de casas mais badaladas, como SPX, JGP e Kapitalo, por exemplo, que viram os multimercados carros-chefes terminarem o ano passado com retornos inferiores ao CDI.

Em 2023, o fundo Verde, principal produto da casa, encerrou com ganhos de 14,53%, acima dos 13,04% do CDI. Situação bem diferente do que ocorreu com o resto da indústria, em que os multimercados de gestão ativa, agrupados no Índice de Hedge Funds Anbima (IHFA), apresentaram, em média, rendimento de 9,31% no período.

Fonte: InfoMoney

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