A Gol (GOLL4) está considerando a possibilidade de pedir recuperação judicial nos Estados Unidos em até um mês, segundo informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, do último domingo (14), citando fontes.

De acordo com a publicação, aderir ao Capítulo 11 (Chapter 11) da lei de falências americana é mais vantajoso do que solicitar recuperação judicial no Brasil na avaliação da empresa. A aérea está usando as próximas duas semanas para viabilizar um plano de reestruturação de dívidas entre as partes envolvidas, fora do âmbito judicial. Contudo, a coluna aponta que tem se mostrado inviável devido à multiplicidade de interesses em jogo.

O Itaú BBA espera uma reação negativa do mercado a esta notícia na Bolsa, pois levantará preocupações sobre diluição potencial adicional para os acionistas.

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A Gol já havia divulgado no início de dezembro ter contratado um consultor financeiro, Seabury Capital, para auxiliar em uma ampla revisão de sua estrutura de capital.

Além disso, no seu Investor Day, a Gol compartilhou evidências dos desafios que enfrentava, considerando que a sua atual liquidez não lhe permitiria colocar novamente no ar as suas 20 aeronaves ociosas, já que isso custaria US$ 200-250 milhões, enquanto sua posição de caixa era de R$ 994 milhões no 3T23 (versus a dívida bruta de R$ 19,5 bilhões e Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, ajustado dos últimos 12 meses de R$ 4,7 bilhões).

“É por isso que a empresa mencionou que está tentando adotar uma abordagem holística com diversas partes interessadas”, avalia o banco.

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O BBA tem recomendação marketperform (desempenho em linha com a média do mercado, equivalente a neutro), com preço-alvo de R$ 7,30, ou 4% de queda frente ao fechamento de queda.

Fonte: InfoMoney

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